terça-feira, 24 de abril de 2012

*ANIVERSÁRIO DA PISCINA, PARABÉNS AOS ESTUDANTES!



Começamos o dia com um ato muito vitorioso, “comemorando” um ano de aniversário de completo abandono da nossa piscina olímpica, que se encontra verde cor de mangue. Passaram praticamente duzentos estudantes pelo ato, que foi crescendo pouco a pouco, a cada passada em sala, mais estudantes se somavam a luta! O Ato-aniversário cumpriu o fundamental papel de colocar a reitoria e o governo federal em xeque, denunciando a falta de verba para a Educação e seus programas de precarização da mesma, principalmente o REUNI, que nesse ano completa cinco anos de PRECARIZAÇÃO. 


 Estamos tendo sistemáticos cortes de verba para as áreas sociais, ano passado 50 bilhões, e desses, 3,1 bilhões só para a Educação. Esse ano, 5 bilhões de corte para a Educação. Em contrapartida gastaremos mais de 220 bilhões com os Mega Eventos esportivos, eventos que não servem à classe trabalhadora. Isso explica um pouco dos problemas estruturais que temos em nossa Escola, como a piscina olímpica, a pista de atletismo, toda a área externa abandonada, corredores, banheiros, salas, enfim. A situação é a mesma em todo o país, precisamos unir nossas pautas, atrelar o específico ao mais geral, através da luta! Por isso o dia de hoje foi muito importante para o conjunto dos estudantes de Educação Física da UFRJ, no sentido de denunciar os verdadeiros culpados disso e de pressionar quem de fundo toca todas essas políticas de precarização do ensino superior e da Educação de maneira geral.


Após o ato, tivemos a Congregação da EEFD, colegiado máximo de nossa Escola, onde deliberamos os rumos de nossa Escola. Um debate que os estudantes sempre trazem para este espaço é o debate da gratuidade da Universidade Pública. Pelo nome parece uma coisa lógica, mas na prática é bem diferente. Aprovamos vários cursos pagos pela nossa congregação, permitindo a privatização de um espaço público, mesmo com a intervenção rígida dos estudantes dentro e fora da congregação.


Nesse sentido, é com grande prazer que o CAEFD informa aos demais estudantes e companheiros de luta, que não tiveram oportunidade de estar presente nesse dia histórico para nós, que além de termos tirado em congregação a posição contrária da EEFD à EBSERH (Empresa brasileira de Serviços Hospitalares), que visa a privatização dos Hospitais Universitários, conseguimos BARRAR mais um CURSO PAGO de Pós Graduação – Especialização que seria aprovado na congregação extraordinária de hoje, dia 19/04/12, na EEFD-UFRJ. Barramos esse CURSO PAGO em defesa de uma UNIVERSIDADE PÚBLICA, GRATUITA E DE QUALIDADE!!!


VIVA A LUTA DOS ESTUDANTES! 
SE CUIDA REITORIA, SE NÃO TIVER PISCINA, VAI TER ATO TODO DIA!!!
REFORMA DA PISCINA JÁ!
SAUDAÇÕES ESTUDANTIS.

* Texto elaborado pelo Centro Acadêmico de Educação Física e Desportos da UFRJ.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Todo apoio à greve estudantil de medicina em Macaé!Declaração do Movimento Quem Vem Com Tudo Não Cansa

O Movimento Quem Vem Com Tudo Não Cansa declara, nesta carta, seu total apoio à greve dos estudantes de medicina da UFRJ, campus de Macaé. A situação do curso de medicina é caótica:, faltam professores, estrutura física, anatômico, integração com as redes publicas de saúde etc., o que configura um grave ataque à formação desses estudantes que, em breve, serão trabalhadores da área da saúde.

Sabemos que estes problemas têm origem na política de cortes de verbas sistemáticos do governo federal ao orçamento da educação. Além disso, é consequência direta do decreto do Reuni (Programa de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais) na UFRJ. Desde 2007, quando da aprovação do Reuni em nossa Universidade, alertávamos aos problemas que o decreto traria:, a falta de verba para dar conta da “anunciada expansão”, que resultaria em falta de estrutura física, déficit de professores, problemas com a assistência estudantil etc. Hoje, os níveis de precarização e sucateamento aumentaram na UFRJ. A situação do curso de medicina de Macaé não é um fato isolado, diversos outros cursos passam por problemas semelhantes. Um verdadeiro absurdo!

Diante destes graves problemas, apoiamos a greve dos estudantes de medicina de Macaé, como importante instrumento de luta para a garantia de suas reivindicações imediatas e de longo prazo.Acreditamos que sua luta é um exemplo a ser seguido por todo movimento estudantil da UFRJ.

Todo Apoio a Greve dos estudantes de Medicina da UFRJ, campus Macaé!
Contra o Reuni!

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Texto elaborado pelos estudantes de medicina do campus de Macaé - UFRJ

GREVE GERAL DOS ACADÊMICOS DE MEDICINA DA UFRJ MACAÉ

Fazendo uso de seus direitos, os alunos do curso de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro - Campus Macaé (UFRJ-Macaé), torna público através desta carta manifesto sua insatisfação pela presente situação instalada no âmbito do ensino, a qual compromete diretamente a sua formação acadêmico-profissional.

O Curso teve início há três anos (2009), como parte do Programa de Reestruturação e Expansão da UFRJ, sendo executado através de um anteprojeto apresentado pela Faculdade de Medicina, onde foi “discutida no âmbito dos Departamentos, no Conselho Departamental e em seguida na Congregação da Faculdade de Medicina no dia 27/08/2007”*, no qual foi “aprovada por unanimidade na sua Congregação a criação de nova turma em Macaé com características inovadoras no seu projeto pedagógico”*, de acordo com as Novas Diretrizes Curriculares propostas pelo MEC e “baseados na bem sucedida experiência de trabalho articulado com as prefeituras locais e o governo estadual”*.

Contudo, o que se observou em Macaé foi a não preocupação em se estabelecer uma infraestrutura, física e humana, coerente com a magnitude do projeto. Tendo em vista que o plano de implantação se deu com dois anos de antecedência à realização do vestibular prestado pela primeira turma, era de se esperar que o mínimo de articulação e planejamento tivesse sido efetivado para a implantação do campus, mas não foi o que ocorreu! O que os alunos encontraram em seu primeiro contato com o campus foi: prédios inacabados, ausência de laboratórios e um número escasso de professores, além de uma rede de saúde sem condições apropriadas para receber as práticas de ensino do curso. Atualmente a situação não se inverteu, pelo contrário, agravou-se. Entre outras situações, destacam-se:

Não há hospital conveniado em Macaé que tenha médico diarista. Sem médico diarista, NÃO há como montar um programa de Residência Médica. Sem residência médica não há internato. Sem internato não há curso de Medicina.

A falta do programa de residência médica em Macaé fez com que recebêssemos a menor nota pelo MEC no quesito de articulação com a rede de saúde e infraestrutura. ESTE FATOR INVIABILIZA A POSSIBILIDADE DE NOS FORMARMOS!!!

A quantidade de professores é incompatível com o número de alunos. Esta dificuldade é sentida no ambiente hospitalar, onde há grupos de até 15 alunos por professor - três vezes mais do que o proposto pelo curso.

Os alunos estão sendo alocados em unidades que não atendem a mínima demanda de pacientes nas diversas especialidades, comprometendo o aprendizado.

A rede de saúde de Macaé não comporta de forma estrutural e didática o número de alunos, o qual aumenta a cada semestre. O número de leitos é insuficiente de acordo com o MEC. Como alternativa cogitou-se a utilização de Hospitais de outros municípios da região (Carapebus, Quissamã, Barra de São João). Contudo, estes também têm suas limitações em leitos e estruturas.

Não existe um programa de anatomia adequado para um curso de Medicina. Permanece a utilização de um laboratório provisório, sem cadáveres formolizados e contando com poucas peças plastinadas.

O ciclo básico carece de correlações clínicas e não prepara o aluno para enfrentar o período profissionalizante do curso. As aulas práticas são inexistentes ou insuficientes, apesar do grande número de horas previsto no projeto pedagógico. Disciplinas essenciais simplesmente NÃO FORAM LECIONADAS.

Não existe um número de disciplinas eletivas suficiente para cumprirmos as horas exigidas para a formação. Das três eletivas já oferecidas (Imunizações, Sinais e Sintomas e Inglês Instrumental), duas já não existem mais.

Compor o corpo docente tem sido um grande problema. Concursos são realizados com o objetivo de estabelecer o quadro completo de professores para a realização do período. Ainda assim, há o déficit de docentes, tanto por deficiência na contratação, quanto por evasão, no decorrer do semestre. Os processos de contratação têm demorado muito no campus de Macaé, sem nenhum tipo de priorização de processo por parte da instituição, mesmo cientes de nossa carência.

Em diversas disciplinas a abertura de concursos não soluciona o problema da falta de professores. Citamos como exemplo a disciplina de Radiologia, em que o concurso ficou aberto por 6 meses e não houve inscritos.

No ano de 2011 um grupo de alunos procurou o Ministério Público com a intenção de sanar os problemas que já vinham ocorrendo. Foi proposto pelo ministério um Termo de Ajuste de Conduta (TAC), concordado pela Universidade, no qual os itens supracitados foram expostos. Prazos para solução foram estabelecidos. O TAC foi assinado, os prazos já expiraram mais de uma vez e nada aconteceu.

Não temos um campo de prática estruturado, nem docentes suficientes, muito menos uma cultura médica local que nos auxilie. Foi observado que, na cidade de Macaé, os profissionais não querem abrir mão de seus salários e rotinas pra se "sacrificarem" ou se comprometerem com a nossa formação.

Ao final disso tudo, para piorar, recebemos o comunicado de que o coordenador e a vice-coordenadora do curso de Medicina pediram a exoneração do cargo por não acreditarem mais na viabilidade e no sucesso do curso. Diante de todos esses acontecimentos e da possibilidade de se formarem médicos com déficits gravíssimos, os acadêmicos não tiveram outra opção, senão a declaração de greve geral por tempo indeterminado, uma vez que não é mais possível sustentar a situação do jeito que ela está.

Pedimos o apoio de todos para reverter o quadro caótico em que nos encontramos e assim, manter a tradição de excelência sustentada pelos 200 anos da Faculdade de Medicina e 90 anos de UFRJ.

Discentes do Curso de Medicina da UFRJ-Macaé.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Logo do Botton do Movimento Quem Vem Com Tudo Não Cansa!

UNE PELEGA! Por uma Nova Entidade Estudantil!



QUANDO DIZEMOS QUE A UNE PASSOU DE MALA E CUIA PARA O LADO DO GOVERNO DE LULA/DILMA/PT, NÃO SÓ APOIANDO COMO SENDO MUITAS VEZES CO-AUTORA DOS PROJETOS E DE TODAS AS POLÍTICAS DE PRECARIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO, DE CRIMINALIZAÇÃO DA POBREZA COMO EM PINHEIRINHO, TUDO EM NOME DO LUCRO... NÃO É MENTIRA!!!

O GOVERNO QUE A UNE APOIA SE CALA FRENTE AO MASSACRE DE PINHEIRINHO, E DE FUNDO É QUEM TOCA TODAS AS POLÍTICAS DE CRIMINALIZAÇÃO DA POBREZA E DOS MOVIMENTOS SOCIAIS! O GOVERNO QUE ESTA DO LADO DOS GRANDES EMPRESÁRIOS E BANQUEIROS, GOVERNO QUE ESTA DO LADO DO BANDIDO NAJI NAHAS!

A UNE TAMBÉM ESTA DO LADO DE NAJI NAHAS!!!

PRECISAMOS CONSTRUIR O NOVO, UMA NOVA ENTIDADE ESTUDANTIL QUE NOS REPRESENTE A NÍVEL NACIONAL, QUE TENHA A CAPACIDADE DE UNIFICAR AS LUTAS EM TODO O PAÍS! QUE CONSIGA ATRELAR AS PAUTAS ESPECÍFICAS AS MAIS GERAIS, QUE LEVE O ENFRENTAMENTO AO GOVERNO FEDERAL DE DILMA/PT

CONTRA O REUNI DE LULA/DILMA/PT
CONTRA NAJI NAHAS
CONTRA A UNE!!!

ESTAMOS DO LADO DA EDUCAÇÃO PÚBLICA GRATUITA E DE QUALIDADE
ESTAMOS DO LADO DE PINHEIRINHO
ESTAMOS DO LADO DO TRABALHADOR!!!!

VAMOS A LUTA!

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

AS ENCHENTES, AS OLIMPÍADAS E A COPA, EXISTE RELAÇÃO?

Mais um ano que chegou, com mais um verão intenso e de muita chuva! E mais uma vez a história se repete... as regiões sul e sudeste debaixo d’água!
Muitos municípios decretando estado de calamidade pública por conta das diversas enchentes, enxurradas, deslizamentos, acidentes, milhares de pessoas perdendo suas casas e muitas mortes!

E o discurso dos governantes é sempre o mesmo, sempre no sentido de tentar remediar a situação, muitas promessas de obras de recuperação das cidades e reformas, quando, por exemplo: em algumas cidades da região serrana do Rio de Janeiro, que passaram por essa situação em 2011, onde a grande maioria das obras de recuperação não foi feita ainda, das 200 obras previstas, número que foi reduzido para 75 obras, apenas uma foi concluída, uma ponte na cidade de Bom Jardim. A vida nesses municípios da região serrana estava mais precária do que nunca nesse ano que passou, e as chuvas fortes de 2012... já chegaram! Podemos imaginar a situação de desespero dessas famílias. Mas o governo disponibiliza uma conta no Banco do Brasil, para que todos os brasileiros sejam mais humanos e solidários e possam ter a oportunidade de ajudar o próximo, contribuindo com qualquer quantia, ou mandando roupas e materiais de higiene pessoal, lógica essa compartilhada e endossada pela nossa mídia burguesa, que em momento algum vai questionar porque aquelas pessoas se encontram em tal situação, se são frutos do sistema perverso em que vivemos, e numa questão mais imediata, porque não preveni-los das chuvas, com obras que de fato deem conta desta recorrente situação, se sabemos que todo ano é a mesma coisa. Se nem as obras de recuperação prometidas são cumpridas, com verba que já foi disponibilizada para tal, quiçá obras preventivas e definitivas, que sanem esse tipo de problema de uma vez por todas... PORQUE ELES NÃO ESTÃO PREOCUPADOS COM A VIDA DO TRABALHADOR! E NUNCA VÃO ESTAR! Para eles é bom que tenha que ter obra todo ano, os empresários, donos das grandes empreiteiras lucram cada vez mais na “reconstrução” das cidades destruídas, tudo financiado com o dinheiro do povo. Eles têm prioridades, que estarão sempre relacionadas ao lucro dos grandes empresários!

E é a partir desse cenário que devemos pensar e repensar acerca dos MEGAEVENTOS ESPORTIVOS, que nosso país irá sediar em breve: Copa do mundo de 2014 e Jogos Olímpicos 2016. Principalmente na cidade do Rio de Janeiro, foco central dessa história. Devemos nos perguntar, para quem estes eventos servem de fato? Para a classe trabalhadora? A história nos conta que a grande maioria das cidades sede, onde se cria uma imagem externa de cidade de primeiro mundo, se afundaram em dívidas. A remoção de familias e desocupação de comunidades, que gera uma grande especulação imobiliária, para construção de estádios e estradas, grandes obras (feitas com NOSSO dinheiro) que se tornam insustentáveis para o Estado, são gentilmente cedidas à iniciativa privada! Na via parlamentar se criam estratégias (principalmente a MP 527) para limpar o meio de campo, facilitando a vida das grandes empreiteiras na conquista de licitações, com fiscalização ZERO no acompanhamento das obras e tudo mais, cenário totalmente favorável à corrupção! Fora a exploração dos trabalhadores das obras, que por conta das longas jornadas de trabalho pesado e baixíssima remuneração, organizam greves e paralisações, e mesmo depois de muita luta, após a obra concluída, logicamente, não terão acesso a sua estrutura!

Temos um investimento inicial de 220 bilhões para os megaeventos, enquanto no primeiro ano de mandato do governo Dilma/PT, tivemos um corte de 50 bilhões para as áreas sociais (saúde, educação, etc.), sendo 3,1 bi só para a educação!!!
Por isso tudo, podemos afirmar: Os megaeventos esportivos NÃO servem a CLASSE TRABALHADORA!

DA COPA E DAS OLIMPÍADAS EU ABRO MÃO, EU QUERO SAÚDE GRATUITA E DE QUALIDADE, EU QUERO EDUCAÇÃO PÚBLICA, GRATUITA E DE QUALIDADE, POR ISSO QUERO 10% DO PIB PRA EDUCAÇÃO JÁÁÁ, E NÃO 3%!!! EU TAMBÉM NÃO QUERO MAIS ENCHENTES E NÃO QUERO MAIS REMOÇÕES!!!

VAMOS A LUTA!

SAUDAÇÕES ESTUDANTIS

Rian Rodrigues (Militante do Movimento Quem Vem Com Tudo Não Cansa)

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Reunião do Movimento Quem Vem Com Tudo Não Cansa

Na próxima quinta-feira (15/12) o movimento Quem Vem Com Tudo Não Cansa estará realizando sua reunião de avaliação deste ano e apontamentos para o ano que vem, nesse sentido estamos convocando todos aqueles que são do movimento e aqueles que querem conhecer melhor nosso movimento para comparecerem!

Data: Quinta (15/12)
Hora: 13h
Local: Escola de Educação Física e Desportos (no Varandão)

Esperamos todos lá!

Abraços

Reunião do Movimento Quem Vem Com Tudo Não Cansa

Olá gente, tudo bem?

Na próxima quinta-feira (15/12) o movimento Quem Vem Com Tudo Não Cansa estará realizando sua reunião de avaliação deste ano e apontamentos para o ano que vem, nesse sentido estamos convocando todos aqueles que são do movimento e aqueles que querem conhecer melhor nosso movimento para comparecerem!

Data: Quinta (15/12)
Hora: 13h
Local: Escola de Educação Física e Desportos (no Varandão)

Esperamos todos lá!

Abraços

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

A UFRJ ATINGIU CONCEITO MÁXIMO NO MEC: ISSO REFLETE A NOSSA EDUCAÇÃO?

Vemos os discursos entusiasmados após a divulgação das notas do ENADE, onde a nossa universidade obteve conceito máximo no MEC. Contudo, até que ponto esse conceito máximo reflete a nossa qualidade e estrutura de ensino? Muitos vão falar que está aí a resposta para os críticos da universidade que, apesar de tudo, ainda é uma das melhores do Brasil. No entanto, por que se contentar com isso? Seria a Universidade um lugar de formação, seja ela acadêmica, política, social, cultural e histórica ou um lugar onde estamos para competir de modo selvagem, seguindo um modelo social que se demonstra cada vez mais desumano e falido? É justamente essa a lógica da avaliação do ENADE! Competição entre as universidades para ver quem fica com mais verbas, ou seja, a universidade que vai pior, que seria então a que mais precisa de investimento, por esse sistema de avaliação meritocrático é a que menos recebe!

Não podemos achar normal que a nossa Universidade tenha tantas discrepâncias estruturais, algumas unidades como uma empresa bancada pelo governo com uma mega estrutura, enquanto diversas unidades possuem tetos caindo, falta de água, de luz, falta de professores, dentro outros problemas estruturais. Ademais, vemos as condições precárias de permanência estudantil, onde cada vez mais alunos entram, e cada vez menos alunos conseguem permanecer, isso tudo propagandeado como uma vitória da democracia, mas democracia para quem? Pergunte para quem está no alojamento em condições insalubres, ou não consegue se alimentar no bandejão, e ainda a quem procura os primeiros socorros no nosso HU, a quem essa democracia está atingindo?

Toda essa política de sucateamento faz parte de um projeto de governo, onde mudam-se os nomes (FHC, Lula, Dilma), mas não mudam as políticas, a universidade encontra-se cada vez mais submissa à iniciativa privada, como, por exemplo, está sendo propagandeada a entrada de um estaleiro em nossa Universidade, conseguindo piorar o que já está ruim. Além da implementação do REUNI que vem fantasiado pelo discurso da expansão, mas o que vemos no dia a dia é cada vez mais precarização.

Nesse momento, é fundamental que não nos iludamos com esse resultado fruto de uma avaliação que não contribui para a construção de uma Universidade Publica gratuita e de qualidade. É necessário que sigamos na luta por mais investimento na educação, hoje o governo destina cerca de 5% de tudo que o país produz de riqueza, enquanto dá quase 50% para banqueiros e empresários. Precisamos lutar pelos 10% do PIB para educação publica já!

Para isso, é necessário construir um novo movimento estudantil que não esteja atrelado ao governo, como hoje acontece com a União Nacional dos Estudantes (UNE), que recebe verba diretamente do governo e apóia todas as políticas de destruição da educação publica nesse país. Para sermos conseqüentes com a luta pela melhoria do Ensino Superior Publico e de toda educação desse país precisamos enfrentar o Governo Dilma e seus braços no movimento estudantil, a UNE. Nesse sentido deixamos a critica ao DCE da UFRJ que nas ultimas gestões vem tocando lutas esvaziadas e não sendo conseqüente com a reorganização do movimento estudantil. Precisamos criar uma Nova Entidade estudantil que fale em nosso nome e possa exigir uma avaliação de verdade!



NOTA O PARA O ENADE! POR UMA AVALIAÇÃO DE VERDADE!

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Avaliação das eleições para o DCE-UFRJ/2011 e as perspectivas do movimento estudantil

Nós, do Movimento Quem Vem Com Tudo Não Cansa, que disputamos as eleições para o DCE Mário Prata nesse ano de 2011 sob a chapa 4, avaliamos que mais uma vez o processo eleitoral na UFRJ foi marcado por uma profunda despolitização. O enorme esforço feito pelas forças políticas em evitar o debate necessário e fundamental para o avanço qualitativo do movimento estudantil não só na nossa universidade mas também para a sua contribuição no cenário nacional, se refletiu novamente, a exemplo das eleições passadas, numa polarização superficial entre duas chapas que não refletiu um debate mais profundo acerca de concepção de movimento estudantil.

Nesse cenário de despolitização do debate, prevaleceu o discurso do voto útil, onde as duas maiores chapas chamavam voto para si sob alegação de impedir a vitória da outra. Nosso movimento recusa a validade desse tipo de argumento que, acima de tudo, impede que coloquemos o movimento estudantil da UFRJ num outro patamar, onde nossas reais questões e reivindicações ganhem peso significativo a partir da incorporação política da maior parte possível do conjunto dos estudantes e que possamos assim enfrentar governo e reitoria que protagonizam a precarização da nossa universidade.

Lembramos também dificuldades no processo eleitoral surgiram antes mesmo do seu início, quando do atropelo da marcação do calendário eleitoral. Situação essa que, dentre outras dificuldades, resultou na quase inviabilidade do funcionamento da terceira maior urna da UFRJ.
Para nós do Movimento Quem Vem Com Tudo Não Cansa, as eleições para o DCE não podem se reduzir a um mero gesto de marcar um X numa cédula e depositá-la numa urna. Pelo contrário, elas devem refletir um profundo debate no conjunto dos estudantes onde as propostas apareçam e sejam confrontadas, deixando transparecer claramente as diferenças de concepção de movimento estudantil e sem que se refute o debate qualificado.

Nosso movimento, então representado pela chapa 4, apesar de todas as limitações decorrentes de ser a menor dentre as chapas concorrentes e fruto de um trabalho mais recente na UFRJ, pautou com qualidade uma linha política expressa em um programa coerente e sobrevindo de experiências de lutas reais. Não nos restringimos a apenas nos proclamar uma chapa antigovernista, mas evidenciamos que a luta contra a precarização da Universidade nos moldes traçados pela Reforma Universitária do governo deve ser travada no dia-a-dia dos estudantes e não no mundo das ideias descoladas do nosso cotidiano. Além disso, fomos a única chapa que afirmou a importância da ruptura definitiva com a UNE, entidade estudantil falida, fábrica de carteirinhas, que recebe milhões de reais do governo federal e que não esteve presente em nenhuma luta por uma educação pública, gratuita e de qualidade.

Consideramos importante que a chapa de apoio ao governo, a chapa da UNE, não tenha saído vitoriosa no processo. Mas apesar disso, identificamos fraternamente que a chapa que a quatro anos está na gestão do DCE não tem dado conta de romper com o imobilismo que impede que se construa um movimento estudantil que vá para a ofensiva com um projeto próprio, construído na base dos estudantes.

Por último, nós do Movimento Quem Vem Com Tudo Não Cansa convidamos a todos aqueles identificados com um movimento estudantil combativo para que venham construir conosco através das lutas do dia-a-dia uma resposta a precarização e a privatização da educação pública!